Frei Luis de Sousa Parte 3


Espaço
Palácio de Manuel de Sousa Coutinho: moderno, luxuoso, aberto para o exterior: Lisboa
 
 





























Tempo

Tempo da ação
Tempo simbólico
Ato I

28/07/1599

Sexta-feira

Fim da tarde

Noite
·         Visão de Manuel de Sousa Coutinho pela primeira vez, à sexta-feira

·         Alcácer-Quibir
04/08/1578
Sexta-feira

·         Casamento com Manuel de Sousa Coutinho: 7 anos depois da batalha
Sexta-feira

·         Regresso de D. João de Portugal no 21º aniversário da batalha
04/08/1599
Sexta-feira
Ato II

04/08/1599

Sexta-feira

Tarde
Ato III

04/08/1599

Sexta-feira

Alta noite

Integração da obra na lei das três unidades

Ação
·         Os acontecimentos encadeiam-se extrinseca e intrinsecamente
·         Nada está deslocado nem pode ser suprimido
·         O conflito aumenta progressivamente provocando um sofrimento cada vez mais atroz
·         A catástrofe é o desenlace esperado
·         A verosimilhança é perfeita
·         A unidade da ação é superiormente conseguida
Tempo
1599
Julho
Agosto
6ª feira,
28

Ato I

Fim da tarde

Noite
Sábado,
29
Domingo,
30
2ª,
31
3ª,
1
4ª,
2
5ª,
3
6ª,
4

Ato II

Tarde

Ato III

Alta noite
uma semana

·         Não respeita a duração de 24 horas
·         A condensação do tempo é evidente e torna-se um facto trágico
·         O afunilamento do tempo é evidente: 21 anos, 14 anos, 7 anos, tarde noite, amanhecer
·         Uma semana justifica-se pela necessidade de distanciamento do acontecimento do ato I e da passagem a primeiro plano dos referentes ao regresso de D. João de Portugal
·         O simbolismo do tempo: a sexta-feira fatal: II,10 – o regresso de D. João de Portugal faz-se no 21º aniversário da batalha de Alcácer-Quibir (sexta-feira); morte de D. Sebastião (sexta-feira); visão de D. Manuel pela 1ª vez (sexta-feira)

Espaço
Espaço físico: Almada

Ato I: Palácio de Manuel de Sousa Coutinho: luxo, grandes janelas sobre o Tejo – felicidade aparente
Ato II: Palácio de D. João de Portugal: melancólico, pesado, escuro – peso da fatalidade, a desgraça
Ato III: Parte baixa do palácio de D. João: casarão sem ornato algum – abandono dos bens deste mundo. A cruz: elemento conotador de morte e de esperança.

Marcas clássicas na obra

·         A nível formal divide-se em três atos conforme a tragédia clássica
·         Apresenta um reduzido número de personagens e estas são nobres de condição social e de sentimentos
·         A ação desenvolve-se de forma trágica, apresentando todos os passos da tragédia antiga (o desafio, o sofrimento, o combate, o conflito, o destino, a peripécia, o reconhecimento, o clímax e a catástrofe)
·         O coro da tragédia clássica não existe mas está representado, de forma esporádica, nas personagens Telmo e Frei Jorge

Marcas românticas na obra

·         A crença no Sebastianismo
·         O patriotismo e o nacionalismo – tais sentimentos estão bem patentes no comportamento de Manuel de Sousa Coutinho e no idealismo de Maria
·         As crenças – Agoiros, superstições, as visões e os sonhos, bem evidentes em Madalena, Telmo e Maria
·         A religiosidade – A permanente referência ao cristianismo e ao culto
·         O individualismo
·         O tema da morte

Caráter inovador de Frei Luís de Sousa

1.       A reestruturação e modernização do teatro nacional a nível do conteúdo e da forma. A peça é atual mas é enraizada nos valores nacionais.
2.       A linguagem é simples, coloquial, emotiva, adaptada a todas as circunstâncias.
3.       O gosto pela realidade quotidiana:
a.       Descrição de espaços concretos (casa, ambientes, decorações)
b.      Descrição de relações familiares (marido-mulher, pai-filha, tio-sobrinha, etc.)
c.       Descrição de ações do quotidiano (ler, escrever, passear, dormir, etc.)
d.      Preocupações que revelam a vida privada das personagens (doença, visitas, etc.)

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